O SENHOR TE CHAMA


"Gostaria de dizer àqueles e àquelas que se sentem longe de Deus e da Igreja, aos que têm medo ou aos indiferentes:
O Senhor também te chama para seres parte do seu povo, e o faz com grande respeito e amor!" EG, n.113.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

A Iniciação Cristã se realiza na comunidade paroquial


Para muitos cristãos católicos, a comunidade paroquial é a unica forma de conhecer e de viver a Igreja.
A vida cristã se inicia e se alimenta na comunidade paroquial e se frutifica pela pregação da palavra, pela celebração dos Sacramentos e pela vida de Caridade que se manifesta em uma multidão de dons e de serviços.
Hoje a tarefa da Iniciação cristã se apresenta à comunidade paroquial a partir de uma tríplice vertente:
a) Iniciar os adultos batizados e não suficientemente evangelizados que são a maioria. Para isso, a ciomunidade paroquial precisa potencializar a catequese de adultos como modelo de toda a catequese, visto que neles reside a responsabilidade de transmitir a fé pela pregação da Palavra e do testemunho, dar vida à própria Igreja e se comprometer na transformação da sociedade em nome da Igreja.
Os lugares da Iniciação Cristã de adultos batizados mas não evangelizados podem ser: a pequena comunidade, os grupos, e os movimentos; a paróquia é uma rede de comunidades, de grupos e de movimentos. Alguns grupos e movimentos pregam o querigma, mas depois não desenvolvem a fé inicial através da catequese, da inserção na comunidade eclesial e no compromisso missionário. Outros grupos paroquiais catequizam sem terem anunciado o querigma. É, portanto, tarefa da paróquia coordenar as comunidades, os grupos e os movimentos para que possam cumprir as exigências da Iniciação Cristã.

b) Educar na fé as crianças batizadas mediante um mprocesso que acompanhe seu crescimento até completaar sua Iniciação Cristã; nesta, os pais de família e os padrinhos desempenham um papel central.
No mundo atual muitas famílias estão incompletas, divididas ou não têm a capacidade de educar porque não foram suficientemente evangelizadas. Neste caso, a acomunidade paroquial, através de catequistas bem formados e de processos bem delineados, pode ajudar a superar essa deficiência. Também se deve recorrer aos avós, tios, padrinhos e outros responsáveis que fazem o papel de pais.

c) Iniciar os não batizados que tendo escutado o querigma desejam abraçar a fé, é hoje um imperativo para a Igreja. Nesse sentido, a comunidade paroquial precisa oraganizar uma ação missionária para os não batizados, organizando um catecumenato inspirado no RICA.
A finalidade da renovação paroquial é formar cristãos capazes de viver, celebrar e anunciar a fé como presença do Reino.

A Iniciação Cristã na Igreja Particular

A Iniciação na vida cristã compete à comunidade eclesial. A comunidade eclesial se concretiza na diocese e suas paróquias, suas comunidades, CEB's, grupos, associações, movimentos, suas famílias e comunidades de consagradas e consagrados. A missão da Igreja Particular é fazer presente o Reino de Deus; ela realiza sua missão mediante as diversas tarefas eclesiais em uma pastoral orgância e integradora; a comunidade eclesial é o espaço privilegiado para a Iniciação Cristã; portanto a comunidade é fonte, lugar e meta da educação da fé.
Na comunidade eclesial acontece o processo catequético de Iniciação Cristã de adultos, jovens, adolescentes e crianças em idade própria. Esta preparação tem como meta a incorporação dessas pessoas como membros ativos do Corpo de Cristo, que é a igreja. Esse processo de introdução na vida cristã se faz através de quatro dimensões:
- a formação do grupo comunitário em nome do Senhor e da Igreja (dimensão comunitária);
- o ensino em clima de fé (dimensão profética);
- a celebração do Mistério (dimensão litúrgica);
- a vivência autêntica do evangelho (dimensão social).
Este processo culmina na celebração dos sacramentos de iniciação: Batismo, Confirmação e Eucaristia, que se realizam, quando possível na Vigília Pascal.
A comunidade eclesial é o espaço para integrar a fé e a vida; é o lugar onde procuramos vivenciar e aprofundar a Palavra de Deus, a celebração eucarística e a prática da solidariedade do amor oblativo. A comunidade é onde excperimentamos o verdadeiro processo de educação da fé e da experiência eclesial; portanto, seu papel básico é providenciar espaços e meios necessários para oferecer uma formação para cristãos conscientes, responsáveis comunitários, proféticos, missionários, pessoas comprometidas na construção do Reino através de um testemunho transformador da realidade. Neste testemunho transformador, é importante saber acolher a pluralidade, vivida à luz do Espírito, fator de enriquecimento da vida eclesial.
A catequese é um processo onde uma comunidade ajuda as pessoas a ler sua própria vida e a discernir sua vocação e o caminho que o Espírito lhes indica. este caminho na força do Espírito é sempre novo (cf.Ap 21,5) e essa novidade se manifesta na vida eucarística, de justiça, de fraternidade, de alegria no pãp compartilhado e numa ação a favor de uma vida digna para todos.

Acima - A Iniciação Cristã se realiza na comunidade paroquial.

ÍNTIMA RELAÇÃO ENTRE COMUNIDADE ECLESIAL E INICIAÇÃO CRISTÃ

1- Iniciação a Vida Comunitária.
A dinâmica do processo evangelizador começa com o despertar e suscitar da conversão e da adesão na fé a Cristo; continua com o momento de estruturação e fundamentação da conversão - conduzindo-a, mas sem concluir - e vai até a inserção plena do evangelizado na comunidade de discípulos, como discípulo e missionário. Por isso, é necessário levar em consideração que existem ações que precedem à Iniciação Cristã e ações que são consequência dela. A Iniciação Cristã é, dessa forma, o elo necessário entre essas ações.
Não é possível entender a Iniciação Cristã sem uma comunidade missionária que a origine, a realize e a leve à plenitude; a vida cristã do discípulo é um dom destinado a crescer. O momento pastoral comunitário de educação permanente na fé se orienta a alimentar de modo contínuo o dom da comunhão e da missão.
É claro que, para sair desta encruzilhada na qual a catequese se encontra em nosso continente [ela está focada no sacramental e no doutrinal, está pouco atenta a educar para a conversão - supondo-a necessariamente - e, por isso mesmo pouco missionária, e igualmente conduzindo pouco a vínculos comunitários e ao sentido da missão na Igreja e no mundo], esta catequese precisa assumir a dinamicidade e circularidade do processo evangelizador como princípio de renovação e mudança. Se o ponto de partida é uma ação missionária prévia, esta por sua vez, vai produzir comunidades mais vivas e dinâmicas, mas, para isso, é necessário que comunidades maduras se lancem à missão e realizem adequadamente a tarefa de iniciação. Uma comunidade que faz da iniciação uma opção prioritária precisará despertar seu caráter missionário e renovar sua vida comunitária.

terça-feira, 23 de março de 2010

Seminário BIOÉTICA


Assunto: III Seminário de Bioética - Niterói/RJ: "Aspectos controvertidos do PNDH3 - Programa Nacional de Direitos Humanos 3"
Para:

III Seminário de Bioética da Arquidiocese de Niterói.

Será no dia 27 de março de 2010, na Faculdade Uni La Salle (Rua Gastão Gonçalves, 79 Santa Rosa, Niterói-RJ), das 8 às 18hs.

O tema a ser tratado será “Aspectos controvertidos do PNDH3 – Programa Nacional de Direitos Humanos 3”.

Teremos quatro abordagens:

Abordagem Teológica - Dom Roberto Francisco Ferrería Paz (Bispo auxiliar da Arquidiocese de Niterói e Especialista em História e Direito Canônico)

Abordagem Médica - Dra. Elizabeth Kipman Cerqueira (médica ginecologista; especialista em Logoterapia e Logoteoria aplicada à Educação; integrante da Comissão de Ética e Coordenadora do Depto. de Bioética do Hospital São Francisco, em Jacareí, São Paulo)

Abordagem Filosófica - Prof. Dr. Paulo Sérgio Faitanin (Doutor em Filosofia Medieval pela Universidad de Navarra, professor de filosofia da UFF)

Abordagens Jurídicas - Dr. Paulo Silveira Martins Leão Junior (Procurador do Estado do Rio de Janeiro e Presidente da UJUCARJ - União de Juristas Católicos do Rio de Janeiro)

- Dra. Karen Melo Brandão (Advogada, Professora do IBMEC, membro da UJUCARJ)

O evento é totalmente gratuito, nós pedimos somente que as pessoas façam o quanto antes a sua inscrição pelo site www.humanitatis.net para reservarem a sua vaga.

Será um momento ímpar no qual serão tratados temas como Totalitarismo, laicismo e laicidade, aborto, homossexualismo, uso de símbolos religiosos em ambientes públicos, etc.

Esta é uma iniciativa do “Grupo Famílias em Cristo”, do “Instituto Filosófico e Teológico do Seminário de São José” e da “Pastoral Universitária da Arquidiocese de Niterói”.

Esperamos você lá. Divulgue este e-mail para todos os seus conhecidos e em seu blog também.

A Paz!

segunda-feira, 15 de março de 2010

O discípulo missionário e a cultura

A cultura, por ser matriz principal da existência humana, com suas relações vitais, valores, linguagens e comprotamentos, contém sementes ocultas do Reino que o discípulo deve fazer crescer. Para ele a cultura não é algo opcional.

O discípulo é convocado a se expressar sempre em sua própria cultura e na cultura de seus interlocutores. Este é o caminho privilegiado do encontro com o Evangelho, visando à realização de novos processos de Iniciação Cristã inculturada.

Na situação multicultural da América Latina, é solicitado ao discípulo que aprenda as linguagens verbais e não verbais das culturas antigas e atuais das pessoas que pretende evangelizar. Isto permitirá que ele responda às verdadeiras perguntas e faça uma proposta querigmática que é, ao mesmo tempo, Boa Nova de Deus à pessoa humana.

O querigma e a Iniciação Cristã, como opções operativas concretas no hoje de nossa Igreja, farão com que a comunidade eclesial seja verdadeiramente evangelizadora e que a catequese seja um espaço e âmbito de inculturação.

Veja a seguir "Íntima relação entre comunidade eclesial e Iniciação Cristã"

Discípulos de Jesus a serviço do Reino de Deus

A tarefa primordial do discípulo consiste em assumir o Reino de Deus como projeto central do miniostério de Jesus (cf.Lc 9,60; 10,9). Este compromisso cria nele uma identidade e um conjunto de convicções que o levarão a ver nos pobres e nos fracos os principais destinatários da Boa Nova (cf.Lc4,14-21) e a assumir que a Igreja existe para servi-los; ela é o sacramento universal de salvação. (LG,48; GS 45); "sinal da fraternidade que permite e consolida o diálogo sincero" (GS,92) e descobre o mundo como um conjunto de epifanias da presença do Reino de Deus.

O Reino é, ao mesmo tempo, pessoal e social, histórico e escatológico, estrutural e espiritual. Estas dimensões precisam ser assumidas de forma plena para nao empobrecer sua natureza evangélica. Desde a Igreja-sacramento-e-servidora do Reino, o discípulo o perscruta nas grandes causas de nossos contemporâneos, em seus construtores anônimos e nas expressões eclesiais da teologia, da espiritualidade e da pastoral latino-americana. Discipulado e Reino de Deus não podem subsistir sem o outro. (LG,5).

Veja a seguir: O discípúlo missionário e a cultura.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

MODELOS DE CATEQUESE DE INICIAÇÃO CRISTÃ


Nas condições atuais do Continente e da Igreja latino-americana e caribenha, é imperativo uma profunda renovação e atualização da catequese que incorpore dimensões essenciais, por muito tempo esquecidas.

Não obstante a renovação nascida do Concílio Vaticano II e das Conferências Gerais do Episcopado Latino-Americano, os antigos modelos continuam; eles não foram suficientes para ini8car na vida cristã, pois focam sua atenção exclusivamente no doutrinal, no sacramental e no moral, de modesarticulado, e limitam a catequese à idade infantil.

Os modelos que hoje requeremos são chamados sobretudo a assumir: A PALAVRA DE DEUS, lida em comunidade, como princípio fundante de toda catequese; a LEITURA contínua dos sinais de Deus na história; a propor a catequese de caráter MISSIONÁRIO; a opção clara a favor de processos de iniciação para quem o necessite; a dar atenção à catequese de adultos como modelo de toda catequese; o emprego de linguagen que nossa geração entenda; a prioridade do anúncio do querigma que convida à conversão (cf.Mc 1,15); a celebração alegre da fé, unida ao testemunho; e a profética opção preferencial pelos pobres.(GS 1).

Tudo isto propiciará a renovação das pessoas e o renascimento de comunidades marcadas pela conversão como eixo central do itinerário cristão. Nas palavras da Conferência de Puebla, trata-se de desencadear um processo para formar homens e mulheres "comprometidos pessoalmente com Cristo, capazes de comungar e de participar no seio da Igreja e dedicados ao serviço salvífico do mundo".

( Veja depois: Discípulos de Jesus a serviço do Reino de Deus )