O SENHOR TE CHAMA


"Gostaria de dizer àqueles e àquelas que se sentem longe de Deus e da Igreja, aos que têm medo ou aos indiferentes:
O Senhor também te chama para seres parte do seu povo, e o faz com grande respeito e amor!" EG, n.113.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Audiência do Papa Francisco dia 01/04/2015 sobre o Tríduo Pascal

Nos próximos dias do Tríduo Pascal, não nos limitemos a comemorar a paixão, morte e ressurreição de Cristo, mas façamos nossos os sentimentos e atitudes d’Ele, como nos diz o apóstolo São Paulo: «Tende os mesmos sentimentos que estão em Cristo Jesus». São sentimentos de entrega e serviço, como vemos quando lavou os pés aos seus discípulos e Se deu todo a eles sob as espécies eucarísticas do pão e do vinho na Última Ceia. Na Eucaristia, entramos em comunhão com Cristo Servo para podermos amar-nos uns aos outros como Ele nos amou. E Ele amou-nos até ao dom total da sua vida, realizado em Sexta-feira Santa na Cruz, transformando então o suplício mais celerado no mais perfeito, pleno e puro ato de amor. Assim temos de fazer nós também, porque só nos tornamos capazes de salvação, oferecendo a nossa própria carne: devemos carregar aos ombros o mal do mundo e compartilhar o seu sofrimento, absorvendo-o profundamente na nossa carne, como fez Jesus, como fizeram os mártires. É verdade que às vezes a escuridão parece envolver a alma: «Já não há nada a fazer!» E o coração sente-se sem forças para amar. São as trevas que envolvem a terra. Jesus conheceu-as: «Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?». Tinha ainda o Pai e, nas suas mãos, entregou o espírito. Quando caiu o silêncio da morte, quando a criação mergulhou na escuridão, permanece Maria, sua Mãe, mantendo acesa a chama da fé esperando, contra toda a esperança, na ressurreição de Jesus. E tinha razão! Na Vigília, ressoa de novo o Aleluia pascal. É-nos dada a luz do Ressuscitado para que, em nós, já não viva o lamento «não há nada a fazer» mas a esperança de quem se abre a um presente cheio de futuro: Cristo venceu a morte, e nós vencemo-la com Ele.
Queridos peregrinos de língua portuguesa, sede bem-vindos! De coração vos saúdo a todos, desejando-vos um Tríduo Pascal verdadeiramente santo que vos ajude a viver a Páscoa, cheios de alegria, consolação e esperança, como convém a quantos ressuscitaram com Cristo. Boa Páscoa!
Fonte: Libreria Editrice Vaticana

quarta-feira, 1 de abril de 2015

REFLEXÃO: EVANGELHO Mt 26,14-25

Mt 26,14-25 "Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato". 

A traição pressupõe laços de proximidade: só quem está 'do lado de cá' pode trair! Judas me assusta! Ele come do mesmo prato que Jesus. Considerar-se passível de queda é ótimo antídoto para não desesperar-se com fracassos. São Filipe Neri rezava: "Senhor, cuidado com Filipe; ele pode te trair a qualquer momento!". Há uma máxima de Paulo: "quem está de pé, cuidado que não caia!". Não nos vangloriemos, senão na cruz de Cristo. Somos todos de barro, dependemos visseralmente da graça misericordiosa do Pai.
Fonte: Pe. José Otácio Oliveira Guedes.

terça-feira, 31 de março de 2015

REFLEXÃO: EVANGELHO Jo 13,21-33.36-38

Jo 13,21-33.36-38 “EM VERDADE, EM VERDADE VOS DIGO, UM DE VÓS ME ENTREGARÁ”. 

Nenhum de nós pensa trair Jesus. Isso não é planejado desde sempre; nem por Judas. Por que Judas traiu? Por que queria suscitar uma ocasião para a revolução? Por insatisfação com o modo manso de Jesus interagir com a presença dos romanos? Mesmo que Judas fosse ‘ladrão’, isso não explica sua atitude; não se trata só de um desvio de caráter. As motivações poderiam ser várias, mas todas passam pelo ‘desconhecimento’ do Mestre. Judas perdeu a intimidade ou criou um ídolo dentro em si. Jesus se tornou ídolo pequeno dentro de Judas, podia até ser vendido por trinta moedas. Trai quem avalia o vínculo com o amigo inferior a outra motivação. Um dia Judas deixou tudo e seguiu Jesus, exatamente como todos os outros apóstolos. Ao longo do caminho Judas perdeu o encantamento. Esta palavra nos coloca em guarda sobre nossa vida cristã. Jesus é o tesouro que vale a pensa abrir mão de tudo por Ele? Essa resposta precisa ser renovada. Esses dias são, particularmente, favoráveis para renovar o primeiro amor.

Fonte: Pe.José Otácio Oliveira Guedes

REFLEXÃO: EVANGELHO Jo 8,51-59


Jo 8,51-59 “SE ALGUÉM GUARDAR A MINHA PALAVRA, JAMAIS VERÁ A MORTE”. 

Esta palavra de Jesus parece ir contra o senso comum: até Abraão e os profetas morreram! Que palavra é essa? Essa palavra tem as mesmas características da “água viva” e do “pão da vida”; em última análise, a palavra que Jesus tem para nos dar é ele mesmo. Jesus é a palavra criadora, potente e gloriosa que se encarna para potencializar ‘pascalmente’ a carne. Assim como a morte não tem mais poder sobre Jesus, quem o acolhe dentro da vida, já começou a viver a vida imorredoura onde a promessa sustenta uma esperança mais forte que a morte. Se a morte é o poente da vida, com Jesus já começou um dia que não terá mais fim. Como participar desse dia sem ocaso? Acolhendo a graça oferecida e entregando-se à vontade redentora de Deus, através das escolhas cotidianas, pois só o Senhor pode nos livrar da morte! Vivamos este dia de quaresma com a atenção de escolher a vontade de Deus em cada situação que nos aparecer.

Fonte: Pe. José Otácio Oliveira Guedes.

REFLEXÃO: EVANGELHO Lc 1,26-38

Lc 1,26-38 “EIS A SERVA DO SENHOR!”. 

A docilidade da criatura ao Criador esta ligada à essência da fé. Na vontade de Deus está a palavra que sustenta o sentido da existência humana. No sim de Maria está sustentada nossa salvação. Se nenhuma criatura disser um sim incondicional a Deus, não há encarnação e toda a criação continua a gemer sem a esperança da páscoa. No sim da criatura Maria, o sim de amor eterno de Deus se ancora na nossa história e se torna a chance aberta para nós. Senhor, pela tua encarnação, dá-nos a força interior para dizer e sustentar nosso sim à vontade de Deus. Amém!

Fonte: Pe. José Otácio Oliveira Guedes.

REFLEXÃO: EVANGELHO Jo 8,21-30

Jo 8,21-30 “NADA FAÇO POR MIM MESMO”. 

Diferentemente de Adão que quis agir independente de Deus, Jesus vive totalmente voltado para o Pai. O grande testemunho de Jesus diante de seus opositores é sua estreita relação com o Pai. Esta palavra serve de critério para nós: nas nossas escolhas, o que no define: a busca de vida por nós mesmos, ou a busca dela na fonte que é Deus? Escolher não viver a partir de si é a essência da fé: o crente sabe que não pode dar vida a si mesmo, que não se basta. Que é o pecado senão a escolha de arranjar vida por nós mesmos independente da vontade de Deus? Jesus poderia viver por si mesmo? Não. A realização plena da liberdade está em viver na verdade. Ora, Jesus, no seu “esvaziamento”, viveu a perfeita obediência, realizando plenamente o humano, alimentando-se do querer de Deus. Quando vivemos autocentrados, nos atrofiamos existencialmente. Façamos o que agrada a Deus e experimentemos sua companhia!

Fonte: Pe.José Otácio Oliveira Guedes

REFLEXÃO: EVANGELHO Jo 8,1-11

Jo 8,1-11 "Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra". Essa palavra desnuda nossa pretensão. Não somos, genericamente, pecadores; não! Nós pecamos de fato: nas intenções, nas conversas fúteis, nas atitudes indignas e no bem que deixamos de fazer. Nossa grandeza moral está na misericórdia e na gratidão sempre atual a Deus. Deixemos as pedras caírem de nossas mãos, mas não vamos embora! Contemplemos o amor misericordioso em ação; quem sabe aprendamos!

fonte: Pe.José Otácio Oliveira Guedes