Qual a Boa Nova para o homem?
É o anúncio de Jesus Cristo, "o Filho do Deus vivo" (Mt 16,16), morto e ressuscitado. No tempo do rei Herodes e do imperador César Augusto, Deus realizou as promessas feitas a Abraão e à sua descendência, enviando "seu Filho, nascido de mulher, nascido sujeito à Lei, para resgatar os que eram sujeitos à Lei, e todos nós recebêssemos a dignidade de filhos" (Gl 4,4-5).
Como se difunde essa Boa Nova?
Desde o início, os primeiros discípulos tiveram o ardente desejo de anunciar Jesus Cristo, com o objetivo de levar todos à fé nele. Também hoje, do amoroso conhecimento de Cristo nasce o desejo de evangelizar e catequizar, ou seja, de ensinar o Cristo, desvendar na sua pessoa todo o desígnio de Deus e pôr a humanidade em comunhão com Ele.
O SENHOR TE CHAMA
"Gostaria de dizer àqueles e àquelas que se sentem longe de Deus e da Igreja, aos que têm medo ou aos indiferentes:
O Senhor também te chama para seres parte do seu povo, e o faz com grande respeito e amor!" EG, n.113.
domingo, 20 de outubro de 2013
A QUEDA
Como se compreende a realidade do pecado?
Na história do homem está presente o pecado. Essa realidade se esclarece plenamente apenas à luz da Revelação divina e sobretudo à luz de Cristo Salvador de todos, que fez superabundar a graça onde abundou o pecado.
O que é a queda dos anjos?
Com esta expressão indica-se que satanás e outros demônios de que falam a Sagrada Escritura e a Tradição da Igreja, de anjos criados bons por Deus transformaram-se em maus, porque com livre e irrevogável escolha rejeitaram a Deus e o seu Reino, dando assim origem ao inferno. Eles tentam associar o homem à sua rebelião contra Deus; mas Deus afirma em Cristo a sua vitória segura sobre o maligno.
Em que consiste o primeiro pecado do homem?
O homem, tentado pelo diabo, deixou que se apagasse em seu coração a confiança em relação a seu Criador e, desobedecendo-o, quis se tornar "como Deus" sem Deus, e não segundo Deus (Gn 3,5). Assim, Adão e Eva perderam imediatamente para si e para todos os seus descendentes a graça da santidade e da justiça originais.
O que é o pecado original?
O pecado original, no qual todos os homens nascem, é o estado de privação da santidade e da justiça originais. É um pecado por nós "contraído", não "cometido"; é uma condição de nascimento e não um ato pessoal. Em virtude da unidade de origem de todos os homens, ele se transmite com a natureza humana aos descendentes de Adão, "não por imitação, mas por propagação". Essa transmissão permanece um mistério que não podemos compreender plenamente.
Que outras consequências provoca o pecado original?
Em consequência do pecado original, a natureza humana, sem ser totalmente corrompida, está ferida em suas forças naturais, submetida à ignorância, ao sofrimento, ao poder da morte e inclinada ao pecado. Essa inclinação é chamada concupiscência.
Depois do primeiro pecado, o que fez Deus?
Depois do primeiro pecado, o mundo foi inundado pelos pecados, porém Deus não abandonou o homem ao poder da morte, mas, ao contrário, prognosticou-lhe de modo misterioso - no Porto-evangelho" (Gn 3,15) - que o mal seria vencido e o homem elevado a queda. é o primeiro anúncio do Messias redentor. Por isso, a queda será chamada de feliz culpa, porque "mereceu tal e tão grande Redentor" (Liturgia da Vigília Pascal).
Na história do homem está presente o pecado. Essa realidade se esclarece plenamente apenas à luz da Revelação divina e sobretudo à luz de Cristo Salvador de todos, que fez superabundar a graça onde abundou o pecado.
O que é a queda dos anjos?
Com esta expressão indica-se que satanás e outros demônios de que falam a Sagrada Escritura e a Tradição da Igreja, de anjos criados bons por Deus transformaram-se em maus, porque com livre e irrevogável escolha rejeitaram a Deus e o seu Reino, dando assim origem ao inferno. Eles tentam associar o homem à sua rebelião contra Deus; mas Deus afirma em Cristo a sua vitória segura sobre o maligno.
Em que consiste o primeiro pecado do homem?
O homem, tentado pelo diabo, deixou que se apagasse em seu coração a confiança em relação a seu Criador e, desobedecendo-o, quis se tornar "como Deus" sem Deus, e não segundo Deus (Gn 3,5). Assim, Adão e Eva perderam imediatamente para si e para todos os seus descendentes a graça da santidade e da justiça originais.
O que é o pecado original?
O pecado original, no qual todos os homens nascem, é o estado de privação da santidade e da justiça originais. É um pecado por nós "contraído", não "cometido"; é uma condição de nascimento e não um ato pessoal. Em virtude da unidade de origem de todos os homens, ele se transmite com a natureza humana aos descendentes de Adão, "não por imitação, mas por propagação". Essa transmissão permanece um mistério que não podemos compreender plenamente.
Que outras consequências provoca o pecado original?
Em consequência do pecado original, a natureza humana, sem ser totalmente corrompida, está ferida em suas forças naturais, submetida à ignorância, ao sofrimento, ao poder da morte e inclinada ao pecado. Essa inclinação é chamada concupiscência.
Depois do primeiro pecado, o que fez Deus?
Depois do primeiro pecado, o mundo foi inundado pelos pecados, porém Deus não abandonou o homem ao poder da morte, mas, ao contrário, prognosticou-lhe de modo misterioso - no Porto-evangelho" (Gn 3,15) - que o mal seria vencido e o homem elevado a queda. é o primeiro anúncio do Messias redentor. Por isso, a queda será chamada de feliz culpa, porque "mereceu tal e tão grande Redentor" (Liturgia da Vigília Pascal).
O HOMEM
Em que sentido o homem é criado à "imagem de Deus"?
O homem é criado à imagem de Deus no sentido de que é capaz de conhecer e de amar, na liberdade, o próprio criador. É a única criatura nesta terra que Deus quis em si mesma e que chamou a partilhar, no conhecimento e no amor, a sua vida divina. Criado à imagem de Deus, ele tem a dignidade de pessoa: não é alguma coisa, mas alguém, capaz de se conhecer, de se doar livremente e de entrar em comunhão com Deus e com as outras pessoas.
Para qual fim Deus criou o homem?
Deus criou tudo para o homem, mas o homem foi criado para conhecer, servir e amar a Deus, para oferecer-lhe, neste mundo, toda a criação em ação de graças e ser elevado à vida com Deus no céu. Somente no mistério do Verbo encarnado encontra a verdadeira luz o mistério do homem predestinado a reproduzir a imagem do Filho de Deus feito homem, que é a perfeita "imagem do Deus invisível" (Cl 1,15).
Por que os homens formam uma unidade?
Todos os homens formam a unidade do gênero humano pela comum origem que têm em Deus. Além disso, Deus de um só homem fez toda a espécie humana" (At 17,26). Todos, pois, têm um único Salvador e todos são chamados a partilhar da eterna felicidade de Deus.
Como a alma e o corpo formam no homem uma unidade?
A pessoa humana é um ser ao mesmo tempo corporal e espiritual. O espírito e a matéria, no homem, formam uma única natureza. Essa unidade é tão profunda que, graças ao princípio espiritual que é a alma, o corpo, que é material, torna-se um corpo humano e vivo, e participa da dignidade de imagem de Deus.
Quem dá a alma ao homem?
A alma espiritual não vem dos pais, mas é criada diretamente por Deus e é imortal. Ao separar-se do corpo por ocasião da morte, ela não perece; unir-se-á novamente ao corpo no momento da ressurreição final.
Que relação estabeleceu Deus entre o homem e a mulher?
O homem e a mulher foram criados por Deus numa igual dignidade como pessoas humanas e, ao mesmo tempo, numa recíproca complementaridade como homem e mulher. Deus os quis um para o outro, para uma comunhão de pessoas. Juntos, são também chamados a transmitir a vida humana, formando no matrimônio "uma só carne" (Gn 2,24), e a dominar a terra como "intendentes" de Deus.
Qual era a condição originária do homem segundo o desígnio de Deus?
Deus, ao criar o homem e a mulher, tinha lhes dado uma especial participação na própria vida divina, em santidade e justiça. No desígnio de Deus, o homem não deveria nem sofrer nem morrer. Além disso, reinava uma harmonia perfeita no homem em si mesmo, entre criatura e criador, entre homem e mulher, bem como entre o primeiro casal humano e toda a criação.
O homem é criado à imagem de Deus no sentido de que é capaz de conhecer e de amar, na liberdade, o próprio criador. É a única criatura nesta terra que Deus quis em si mesma e que chamou a partilhar, no conhecimento e no amor, a sua vida divina. Criado à imagem de Deus, ele tem a dignidade de pessoa: não é alguma coisa, mas alguém, capaz de se conhecer, de se doar livremente e de entrar em comunhão com Deus e com as outras pessoas.
Para qual fim Deus criou o homem?
Deus criou tudo para o homem, mas o homem foi criado para conhecer, servir e amar a Deus, para oferecer-lhe, neste mundo, toda a criação em ação de graças e ser elevado à vida com Deus no céu. Somente no mistério do Verbo encarnado encontra a verdadeira luz o mistério do homem predestinado a reproduzir a imagem do Filho de Deus feito homem, que é a perfeita "imagem do Deus invisível" (Cl 1,15).
Por que os homens formam uma unidade?
Todos os homens formam a unidade do gênero humano pela comum origem que têm em Deus. Além disso, Deus de um só homem fez toda a espécie humana" (At 17,26). Todos, pois, têm um único Salvador e todos são chamados a partilhar da eterna felicidade de Deus.
Como a alma e o corpo formam no homem uma unidade?
A pessoa humana é um ser ao mesmo tempo corporal e espiritual. O espírito e a matéria, no homem, formam uma única natureza. Essa unidade é tão profunda que, graças ao princípio espiritual que é a alma, o corpo, que é material, torna-se um corpo humano e vivo, e participa da dignidade de imagem de Deus.
Quem dá a alma ao homem?
A alma espiritual não vem dos pais, mas é criada diretamente por Deus e é imortal. Ao separar-se do corpo por ocasião da morte, ela não perece; unir-se-á novamente ao corpo no momento da ressurreição final.
Que relação estabeleceu Deus entre o homem e a mulher?
O homem e a mulher foram criados por Deus numa igual dignidade como pessoas humanas e, ao mesmo tempo, numa recíproca complementaridade como homem e mulher. Deus os quis um para o outro, para uma comunhão de pessoas. Juntos, são também chamados a transmitir a vida humana, formando no matrimônio "uma só carne" (Gn 2,24), e a dominar a terra como "intendentes" de Deus.
Qual era a condição originária do homem segundo o desígnio de Deus?
Deus, ao criar o homem e a mulher, tinha lhes dado uma especial participação na própria vida divina, em santidade e justiça. No desígnio de Deus, o homem não deveria nem sofrer nem morrer. Além disso, reinava uma harmonia perfeita no homem em si mesmo, entre criatura e criador, entre homem e mulher, bem como entre o primeiro casal humano e toda a criação.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
O CÉU E A TERRA
O que Deus criou?
A Sagrada Escritura diz: "Deus criou o céu e a terra" (Gn 1,1). A Igreja, na sua profissão de fé, proclama que Deus é o criador de todas as coisas visíveis e invisíveis, de todos os seres espirituais e materiais, ou seja, dos anjos e do mundo visível e, de modo particular, do homem.
Quem são os anjos?
Os anjos são criaturas puramente espirituais, não-corpóreas, invisíveis e imortais, seres pessoais dotados de inteligência e de vontade. Eles, contemplando Deus face a face incessantemente, glorificam-no e são seus mensageiros no cumprimento da missão de salvação para todos os homens.
De que modo os anjos estão presentes na vida da Igreja?
A Igreja se une aos anjos para adorar a Deus, invoca a assistência deles e celebra liturgicamente a memória de alguns.
"Cada fiel tem ao próprio lado um anjo como protetor e pastor, para o conduzir à vida" (São Basílio Magno).
O que ensina a Sagrada Escritura acerca da criação do mundo visível?
Por meio da narração dos "seis dias" da criação, a Sagrada Escritura nos faz conhecer o valor da criação e a sua finalidade de louvor a Deus e de serviço ao homem. Todas as coisas devem a própria existência de Deus, do qual recebe a própria bondade e perfeição, as próprias leis e o próprio lugar no universo.
Qual é o lugar do homem na criação?
O homem é o cume da criação visível, porquanto é criado à imagem e semelhança de Deus.
Que tipo de ligação existe entre as coisas criadas?
Existe entre as criaturas uma interdependência e uma hierarquia queridas por Deus. Ao mesmo tempo, existe uma unidade e solidariedade entre as criaturas, pois todas têm o mesmo criador, são por ele amadas e estão ordenadas à sua glória. Respeitar as leis inscritas na criação e as relações que derivam da natureza das coisas é, portanto, princípio de sabedoria e fundamento da moral.
Que relação há entre a obra da criação e a da redenção?
A obra da criação culmina na obra ainda maior da redenção. Com efeito, esta dá início à nova criação, na qual tudo encontrará seu pleno sentido e seu cumprimento.
A Sagrada Escritura diz: "Deus criou o céu e a terra" (Gn 1,1). A Igreja, na sua profissão de fé, proclama que Deus é o criador de todas as coisas visíveis e invisíveis, de todos os seres espirituais e materiais, ou seja, dos anjos e do mundo visível e, de modo particular, do homem.
Quem são os anjos?
Os anjos são criaturas puramente espirituais, não-corpóreas, invisíveis e imortais, seres pessoais dotados de inteligência e de vontade. Eles, contemplando Deus face a face incessantemente, glorificam-no e são seus mensageiros no cumprimento da missão de salvação para todos os homens.
De que modo os anjos estão presentes na vida da Igreja?
A Igreja se une aos anjos para adorar a Deus, invoca a assistência deles e celebra liturgicamente a memória de alguns.
"Cada fiel tem ao próprio lado um anjo como protetor e pastor, para o conduzir à vida" (São Basílio Magno).
O que ensina a Sagrada Escritura acerca da criação do mundo visível?
Por meio da narração dos "seis dias" da criação, a Sagrada Escritura nos faz conhecer o valor da criação e a sua finalidade de louvor a Deus e de serviço ao homem. Todas as coisas devem a própria existência de Deus, do qual recebe a própria bondade e perfeição, as próprias leis e o próprio lugar no universo.
Qual é o lugar do homem na criação?
O homem é o cume da criação visível, porquanto é criado à imagem e semelhança de Deus.
Que tipo de ligação existe entre as coisas criadas?
Existe entre as criaturas uma interdependência e uma hierarquia queridas por Deus. Ao mesmo tempo, existe uma unidade e solidariedade entre as criaturas, pois todas têm o mesmo criador, são por ele amadas e estão ordenadas à sua glória. Respeitar as leis inscritas na criação e as relações que derivam da natureza das coisas é, portanto, princípio de sabedoria e fundamento da moral.
Que relação há entre a obra da criação e a da redenção?
A obra da criação culmina na obra ainda maior da redenção. Com efeito, esta dá início à nova criação, na qual tudo encontrará seu pleno sentido e seu cumprimento.
O que significa que Deus é todo-poderoso?
Deus se revelou como "Forte e Poderoso" (Sl 24,8), aquele ao qual "nada é impossível" (Lc 1,37). A sua onipotência é universal, misteriosa, e se manisfesta ao criar o mundo do nada e o homem por amor, mas sobretudo na Encarnação e na Ressurreição do Seu Filho, no dom da adoração filial e no perdão dos pecados. Por isso a Igreja dirige a sua oração ao "Deus todo-poderoso e eterno" (Omnipotens sempitenrne Deus...).
Por que é importante afirmar: "Deus criou o céu e a terra" (Gn 1,1)?
Porque a criação é o fundamento de todos os divinos desígnios salvíficos; manifesta o amor onipotente e sapiente de Deus; é o primeiro passo para a Aliança do único Deus com o seu povo; é o início da história da salvação que culmina em Cristo; é uma primeira resposta às interrogações fundamentai do homem acerca da própria origem e do próprio fim.
Quem criou o mundo?
O Pai, o Filho e o Espírito Santo são o princípio único e indivisível do mundo, ainda que a obra da criação do mundo seja particularmente atribuída a Deus Pai.
Para que o mundo foi criado?
O mundo foi criado para a glória de Deus, que quis manifestar e comunicar a sua bondade, verdade e beleza. O fim último da criação é que Deus, em Cristo, possa ser "tudo em todos" (1Cor 15,28), para a sua glória e para a nossa felicidade.
"A Glória de Deus é o homem vivo e a vida do homem é a visão de Deus" (Santo Irineu).
Como Deus criou o universo?
Deus criou o universo livremente com sabedoria e amor. O mundo não é o produto de uma necessidade, de um destino cego ou do acaso. Deus criou "do nada" (ex nihilo: 2Mc 7,8) um mundo ordenado e bom, que ele transcende de modo infinito. Deus conserva no ser a sua criação e a sustenta, dando-lhe a capacidade de agir e levando-a a sua realização, por meio do seu Filho e do Espírito Santo.
Em que consiste a Providência divina?
Consiste nas disposições com que Deus conduz as suas criaturas para a perfeição última, para a qual ele as chamou. Deus é o autor soberano do seu desígnio. Mas para a sua realização se serve também da cooperação das suas criaturas. Ao mesmo tempo, dá às criaturas a dignidade de agirem elas mesmas, de serem causa uma das outras.
Como o homem colabora com a Providência divina?
Ao homem Deus concede e pede, repeitando a sua liberdade, a colaboração de suas ações, de suas orações, mas também seus sofrimentos, suscitando nele "tanto o querer como o fazer, conforme o seu agrado" (Fl 2,13).
Se Deus é todo-poderoso e providente, por que existe o mal?
A essa interrogação, tão dolorosa quanto misteriosa, pode dar resposta somente o conjunto da fé cristã. Deus não é de modo algum, nem direta nem indiretamente, a causa do mal. Ele ilumina o mistério do mal em seu Filho, Jesus Cristo, que morreu e ressuscitou para vencer aquele grande mal moral que é o pecado dos homens e que é a raiz dos outros males.
Por que Deus permite o mal?
A fé nos dá a certeza de que Deus não permitiria o mal se do mesmo mal não tirasse o bem. Deus já realizou isso de modo admirável por ocasião da morte e ressurreição de Cristo: com efeito, do maior mal moral, a morte do seu Filho, ele auferiu os maiores bens, a glorificação de Cristo e a nossa redenção.
Por que é importante afirmar: "Deus criou o céu e a terra" (Gn 1,1)?
Porque a criação é o fundamento de todos os divinos desígnios salvíficos; manifesta o amor onipotente e sapiente de Deus; é o primeiro passo para a Aliança do único Deus com o seu povo; é o início da história da salvação que culmina em Cristo; é uma primeira resposta às interrogações fundamentai do homem acerca da própria origem e do próprio fim.
Quem criou o mundo?
O Pai, o Filho e o Espírito Santo são o princípio único e indivisível do mundo, ainda que a obra da criação do mundo seja particularmente atribuída a Deus Pai.
Para que o mundo foi criado?
O mundo foi criado para a glória de Deus, que quis manifestar e comunicar a sua bondade, verdade e beleza. O fim último da criação é que Deus, em Cristo, possa ser "tudo em todos" (1Cor 15,28), para a sua glória e para a nossa felicidade.
"A Glória de Deus é o homem vivo e a vida do homem é a visão de Deus" (Santo Irineu).
Como Deus criou o universo?
Deus criou o universo livremente com sabedoria e amor. O mundo não é o produto de uma necessidade, de um destino cego ou do acaso. Deus criou "do nada" (ex nihilo: 2Mc 7,8) um mundo ordenado e bom, que ele transcende de modo infinito. Deus conserva no ser a sua criação e a sustenta, dando-lhe a capacidade de agir e levando-a a sua realização, por meio do seu Filho e do Espírito Santo.
Em que consiste a Providência divina?
Consiste nas disposições com que Deus conduz as suas criaturas para a perfeição última, para a qual ele as chamou. Deus é o autor soberano do seu desígnio. Mas para a sua realização se serve também da cooperação das suas criaturas. Ao mesmo tempo, dá às criaturas a dignidade de agirem elas mesmas, de serem causa uma das outras.
Como o homem colabora com a Providência divina?
Ao homem Deus concede e pede, repeitando a sua liberdade, a colaboração de suas ações, de suas orações, mas também seus sofrimentos, suscitando nele "tanto o querer como o fazer, conforme o seu agrado" (Fl 2,13).
Se Deus é todo-poderoso e providente, por que existe o mal?
A essa interrogação, tão dolorosa quanto misteriosa, pode dar resposta somente o conjunto da fé cristã. Deus não é de modo algum, nem direta nem indiretamente, a causa do mal. Ele ilumina o mistério do mal em seu Filho, Jesus Cristo, que morreu e ressuscitou para vencer aquele grande mal moral que é o pecado dos homens e que é a raiz dos outros males.
Por que Deus permite o mal?
A fé nos dá a certeza de que Deus não permitiria o mal se do mesmo mal não tirasse o bem. Deus já realizou isso de modo admirável por ocasião da morte e ressurreição de Cristo: com efeito, do maior mal moral, a morte do seu Filho, ele auferiu os maiores bens, a glorificação de Cristo e a nossa redenção.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
CREIO EM DEUS PAI TODO-PODEROSO, CRIADOR DO CÉU E DA TERRA
Por que a profissão de fé começa com "Creio em Deus"?
Porque a afirmação "Creio em Deus" é mais importante, a fonte de todas as outras verdades sobre o homem e sobre o mundo, e de toda a vida de cada um que nele crê.
Por que professamos um só Deus?
Porque ele se revelou ao povo de Israel como o Único, quando disse: "Ouve Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor" (Dt 6,4), "eu é que sou Deus e outro não há" (Is 45,22).
O próprio Jesus o confirmou: Deus é "um só" (Mc 12,29).
Professar que Jesus e o Espírito Santo são também Deus e Senhor não introduz nenhuma divisão no Deus Único.
Com que nome Deus se revela?
A Moisés Deus se revela como o Deus vivo, "o Deus de Abraão, o Deus de Isaac, o Deus de Jacó" (Ex 3,6). Ao mesmo Moisés, Deus revela o seu Nome misterioso: "Eu Sou Aquele que Sou (YHWH). O nme inefável de Deus, já nos tempos do Antigo Testamento, foi substituído pela palavra Senhor. Assim, no Novo Testamento, Jesus, chamado Senhor, mostra-se como verdadeiro Deus.
Somente Deus "É" ?
Somente Deus é em si mesmo a plenitude do ser e de toda perfeição, ao passo que as criaturas receberam dele tudo o que são e têm. Ele é "Aquele que É", sem origem e sem fim. Jesus revela que também ele leva o Nome divino: "Eu Sou" (Jo 8,28).
Por que é importante a revelação do nome de Deus?
Ao revelar o seu Nome, Deus dá a conhecer as riquezas contidas no seu mistério inefável: somente ele é, desde sempre e para sempre, aquele que transcende o mundo e a história. É dele que fez o céu e a terra. É o Deus fiel, sempre próximo a seu povo para o salvar. É o Santo por excelência, 'rico em misericórdia' (Ef 2,4), sempre pronto a perdoar. É o Ser espiritual, transcendente, onipotente, eterno, pessoal, perfeito. É verdade e amor.
"Deus é o ser infinitamente perfeito que é a Santíssima Trindade" (São Turíbio de Mongrovejo).
Em que sentido Deus é verdade?
Deus é a própria Verdade e como tal não se engana e não pode enganar. Ele "é luz e nele não há trevas" (1Jo 1,5). O Filho eterno de Deus, Sabedoria encarnada, foi enviado ao mundo "para dar testemunho da verdade" (Jo 18,37).
De que modo Deus revela que ele é amor?
Deus se revela a Israel como aquele que tem um amor mais forte do que o de um pai ou de uma mãe pelos seus filhos, ou de um esposo por sua esposa. Ele, em si mesmo, "é amor" (1Jo 4,8.16), que se doa completa e gratuitamente, "que amou tanto o mundo que deu o seu Filho único para que todo o que nele crer seja salvo por ele" (Jo 3,16-17). Enviando seu Filho e o Espírito Santo, Deus revela que ele próprio é eterna troca de amor.
O que comporta crer num só Deus?
Crer em Deus, o Único, comporta: conhecer sua grandeza e majestade; viver em ação de graças; confiar nele sempre, mesmo nas adversidades; reconhecer a unidade e a verdadeira dignidade de todos os homens, criados à imagem de Deus; usar corretamente as coisas criadas por ele.
Qual é o mistério central da fé e da vida cristã?
O mistério central da fé e da vida cristã é o mistério da Santíssima Trindade. Os cristãos são batizados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
O mistério da Santíssima Trindade pode ser conhecido pela pura razão humana?
Deus deixou alguns vestígios do seu ser trinitário na criação e no Antigo Testamento, mas a intimidade do seu Ser como Trindade Santa constitui um mistério inacessível à pura razão humana e até mesmo à fé de Israel antes da Encarnação do Filho de Deus e da missão do Espírito Santo. Esse mistério foi revelado por Jesus Cristo e é a fonte de todos os outros mistérios.
O que Jesus Cristo nos revela do mistério do Pai?
Jesus Cristo nos revela que Deus é "Pai", não somente porque é Criador do universo e do homem, mas sobretudo porque gera eternamente em seu seio o Filho, que é o seu Verbo, "resplendor da glória do Pai, expressão de seu ser" (Hb 1,3).
Quem é o Espírito Santo revelado a nós por Jesus Cristo?
É a terceira Pessoa da Santíssima Trindade. É Deus, uno e igual ao Pai e ao Filho. Ele "procede do Pai" (Jo 15,26), o qual, princípio sem princípio, é a origem de toda a vida trinitária. E procede também do Filho (Filioque), pelo dom eterno que o Pai faz ao Filho. Enviado pelo Pai e pelo Filho encarnado, o Espírito Santo conduz a Igreja ao conhecimento "da verdade plena" (Jo 16,13).
Como a Igreja exprime a sua fé trinitária?
A Igreja exprime a sua fé trinitária ao confessar um só Deus em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. As três Pessoas divinas são um só Deus porque cada uma delas é idêntica à plenitude da única e indivisível natureza divina. Elas são realmente distintas entre si pelas relações que as põem em referência umas com as outras: o Pai gera o Filho, o Filho é gerado pelo Pai, o Espírito Santo procede do pai e do Filho.
Como operam as três Pessoas divinas?
Inseparáveis na sua única substância, as Pessoas divinas são inseparáveis também em suas operações: a Trindade tem uma só e mesma operação. Mas no único agir divino cada Pessoa está presente segundo o modo que lhe é próprio na Trindade.
" Ó meu Deus, Trindade que adoro... pacifica a minha alma; faz dela o teu céu, a tua morada amada e o lugar do teu repouso. Que eu não te deixe jamais só, mas que eu esteja ali, toda inteira, completamente vigilante na minha fé, toda adorada, toda entregue à tua ação criadora" (Bem-aventurada Elisabete da Trindade).
Porque a afirmação "Creio em Deus" é mais importante, a fonte de todas as outras verdades sobre o homem e sobre o mundo, e de toda a vida de cada um que nele crê.
Por que professamos um só Deus?
Porque ele se revelou ao povo de Israel como o Único, quando disse: "Ouve Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor" (Dt 6,4), "eu é que sou Deus e outro não há" (Is 45,22).
O próprio Jesus o confirmou: Deus é "um só" (Mc 12,29).
Professar que Jesus e o Espírito Santo são também Deus e Senhor não introduz nenhuma divisão no Deus Único.
Com que nome Deus se revela?
A Moisés Deus se revela como o Deus vivo, "o Deus de Abraão, o Deus de Isaac, o Deus de Jacó" (Ex 3,6). Ao mesmo Moisés, Deus revela o seu Nome misterioso: "Eu Sou Aquele que Sou (YHWH). O nme inefável de Deus, já nos tempos do Antigo Testamento, foi substituído pela palavra Senhor. Assim, no Novo Testamento, Jesus, chamado Senhor, mostra-se como verdadeiro Deus.
Somente Deus "É" ?
Somente Deus é em si mesmo a plenitude do ser e de toda perfeição, ao passo que as criaturas receberam dele tudo o que são e têm. Ele é "Aquele que É", sem origem e sem fim. Jesus revela que também ele leva o Nome divino: "Eu Sou" (Jo 8,28).
Por que é importante a revelação do nome de Deus?
Ao revelar o seu Nome, Deus dá a conhecer as riquezas contidas no seu mistério inefável: somente ele é, desde sempre e para sempre, aquele que transcende o mundo e a história. É dele que fez o céu e a terra. É o Deus fiel, sempre próximo a seu povo para o salvar. É o Santo por excelência, 'rico em misericórdia' (Ef 2,4), sempre pronto a perdoar. É o Ser espiritual, transcendente, onipotente, eterno, pessoal, perfeito. É verdade e amor.
"Deus é o ser infinitamente perfeito que é a Santíssima Trindade" (São Turíbio de Mongrovejo).
Em que sentido Deus é verdade?
Deus é a própria Verdade e como tal não se engana e não pode enganar. Ele "é luz e nele não há trevas" (1Jo 1,5). O Filho eterno de Deus, Sabedoria encarnada, foi enviado ao mundo "para dar testemunho da verdade" (Jo 18,37).
De que modo Deus revela que ele é amor?
Deus se revela a Israel como aquele que tem um amor mais forte do que o de um pai ou de uma mãe pelos seus filhos, ou de um esposo por sua esposa. Ele, em si mesmo, "é amor" (1Jo 4,8.16), que se doa completa e gratuitamente, "que amou tanto o mundo que deu o seu Filho único para que todo o que nele crer seja salvo por ele" (Jo 3,16-17). Enviando seu Filho e o Espírito Santo, Deus revela que ele próprio é eterna troca de amor.
O que comporta crer num só Deus?
Crer em Deus, o Único, comporta: conhecer sua grandeza e majestade; viver em ação de graças; confiar nele sempre, mesmo nas adversidades; reconhecer a unidade e a verdadeira dignidade de todos os homens, criados à imagem de Deus; usar corretamente as coisas criadas por ele.
Qual é o mistério central da fé e da vida cristã?
O mistério central da fé e da vida cristã é o mistério da Santíssima Trindade. Os cristãos são batizados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
O mistério da Santíssima Trindade pode ser conhecido pela pura razão humana?
Deus deixou alguns vestígios do seu ser trinitário na criação e no Antigo Testamento, mas a intimidade do seu Ser como Trindade Santa constitui um mistério inacessível à pura razão humana e até mesmo à fé de Israel antes da Encarnação do Filho de Deus e da missão do Espírito Santo. Esse mistério foi revelado por Jesus Cristo e é a fonte de todos os outros mistérios.
O que Jesus Cristo nos revela do mistério do Pai?
Jesus Cristo nos revela que Deus é "Pai", não somente porque é Criador do universo e do homem, mas sobretudo porque gera eternamente em seu seio o Filho, que é o seu Verbo, "resplendor da glória do Pai, expressão de seu ser" (Hb 1,3).
Quem é o Espírito Santo revelado a nós por Jesus Cristo?
É a terceira Pessoa da Santíssima Trindade. É Deus, uno e igual ao Pai e ao Filho. Ele "procede do Pai" (Jo 15,26), o qual, princípio sem princípio, é a origem de toda a vida trinitária. E procede também do Filho (Filioque), pelo dom eterno que o Pai faz ao Filho. Enviado pelo Pai e pelo Filho encarnado, o Espírito Santo conduz a Igreja ao conhecimento "da verdade plena" (Jo 16,13).
Como a Igreja exprime a sua fé trinitária?
A Igreja exprime a sua fé trinitária ao confessar um só Deus em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. As três Pessoas divinas são um só Deus porque cada uma delas é idêntica à plenitude da única e indivisível natureza divina. Elas são realmente distintas entre si pelas relações que as põem em referência umas com as outras: o Pai gera o Filho, o Filho é gerado pelo Pai, o Espírito Santo procede do pai e do Filho.
Como operam as três Pessoas divinas?
Inseparáveis na sua única substância, as Pessoas divinas são inseparáveis também em suas operações: a Trindade tem uma só e mesma operação. Mas no único agir divino cada Pessoa está presente segundo o modo que lhe é próprio na Trindade.
" Ó meu Deus, Trindade que adoro... pacifica a minha alma; faz dela o teu céu, a tua morada amada e o lugar do teu repouso. Que eu não te deixe jamais só, mas que eu esteja ali, toda inteira, completamente vigilante na minha fé, toda adorada, toda entregue à tua ação criadora" (Bem-aventurada Elisabete da Trindade).
CREIO EM DEUS PAI - OS SÍMBOLOS DA FÉ
O que são símbolos da fé?
São fórmulas articuladas, chamadas também de "profissões de fé" ou "Credo", com que a Igreja, desde suas origens, expressou de modo sintético e transmitiu a própria fé com uma linguagem normativa e comum a todos os fiéis.
Quais são os mais antigos Símbolos da fé?
São os símbolos batismais. Uma vez que o Batismo é dado "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28,19), as verdades de fé neles professadas são articuladas em referência às três Pessoas da Santíssima Trindade.
Quais são os mais importantes Símbolos da fé?
São o Símbolo dos Apóstolos, que o Antigo Símbolo batismal da Igreja de Roma, e o Símbolo niceno-constantinopolitano, fruto dos primeiros Concílios Ecumênicos de Niceia (325) e de Constantinopla (381) e ainda hoje comum a todas as grandes Igrejas do Oriente e do Ocidente.
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