O SENHOR TE CHAMA


"Gostaria de dizer àqueles e àquelas que se sentem longe de Deus e da Igreja, aos que têm medo ou aos indiferentes:
O Senhor também te chama para seres parte do seu povo, e o faz com grande respeito e amor!" EG, n.113.

terça-feira, 23 de março de 2010

Seminário BIOÉTICA


Assunto: III Seminário de Bioética - Niterói/RJ: "Aspectos controvertidos do PNDH3 - Programa Nacional de Direitos Humanos 3"
Para:

III Seminário de Bioética da Arquidiocese de Niterói.

Será no dia 27 de março de 2010, na Faculdade Uni La Salle (Rua Gastão Gonçalves, 79 Santa Rosa, Niterói-RJ), das 8 às 18hs.

O tema a ser tratado será “Aspectos controvertidos do PNDH3 – Programa Nacional de Direitos Humanos 3”.

Teremos quatro abordagens:

Abordagem Teológica - Dom Roberto Francisco Ferrería Paz (Bispo auxiliar da Arquidiocese de Niterói e Especialista em História e Direito Canônico)

Abordagem Médica - Dra. Elizabeth Kipman Cerqueira (médica ginecologista; especialista em Logoterapia e Logoteoria aplicada à Educação; integrante da Comissão de Ética e Coordenadora do Depto. de Bioética do Hospital São Francisco, em Jacareí, São Paulo)

Abordagem Filosófica - Prof. Dr. Paulo Sérgio Faitanin (Doutor em Filosofia Medieval pela Universidad de Navarra, professor de filosofia da UFF)

Abordagens Jurídicas - Dr. Paulo Silveira Martins Leão Junior (Procurador do Estado do Rio de Janeiro e Presidente da UJUCARJ - União de Juristas Católicos do Rio de Janeiro)

- Dra. Karen Melo Brandão (Advogada, Professora do IBMEC, membro da UJUCARJ)

O evento é totalmente gratuito, nós pedimos somente que as pessoas façam o quanto antes a sua inscrição pelo site www.humanitatis.net para reservarem a sua vaga.

Será um momento ímpar no qual serão tratados temas como Totalitarismo, laicismo e laicidade, aborto, homossexualismo, uso de símbolos religiosos em ambientes públicos, etc.

Esta é uma iniciativa do “Grupo Famílias em Cristo”, do “Instituto Filosófico e Teológico do Seminário de São José” e da “Pastoral Universitária da Arquidiocese de Niterói”.

Esperamos você lá. Divulgue este e-mail para todos os seus conhecidos e em seu blog também.

A Paz!

segunda-feira, 15 de março de 2010

O discípulo missionário e a cultura

A cultura, por ser matriz principal da existência humana, com suas relações vitais, valores, linguagens e comprotamentos, contém sementes ocultas do Reino que o discípulo deve fazer crescer. Para ele a cultura não é algo opcional.

O discípulo é convocado a se expressar sempre em sua própria cultura e na cultura de seus interlocutores. Este é o caminho privilegiado do encontro com o Evangelho, visando à realização de novos processos de Iniciação Cristã inculturada.

Na situação multicultural da América Latina, é solicitado ao discípulo que aprenda as linguagens verbais e não verbais das culturas antigas e atuais das pessoas que pretende evangelizar. Isto permitirá que ele responda às verdadeiras perguntas e faça uma proposta querigmática que é, ao mesmo tempo, Boa Nova de Deus à pessoa humana.

O querigma e a Iniciação Cristã, como opções operativas concretas no hoje de nossa Igreja, farão com que a comunidade eclesial seja verdadeiramente evangelizadora e que a catequese seja um espaço e âmbito de inculturação.

Veja a seguir "Íntima relação entre comunidade eclesial e Iniciação Cristã"

Discípulos de Jesus a serviço do Reino de Deus

A tarefa primordial do discípulo consiste em assumir o Reino de Deus como projeto central do miniostério de Jesus (cf.Lc 9,60; 10,9). Este compromisso cria nele uma identidade e um conjunto de convicções que o levarão a ver nos pobres e nos fracos os principais destinatários da Boa Nova (cf.Lc4,14-21) e a assumir que a Igreja existe para servi-los; ela é o sacramento universal de salvação. (LG,48; GS 45); "sinal da fraternidade que permite e consolida o diálogo sincero" (GS,92) e descobre o mundo como um conjunto de epifanias da presença do Reino de Deus.

O Reino é, ao mesmo tempo, pessoal e social, histórico e escatológico, estrutural e espiritual. Estas dimensões precisam ser assumidas de forma plena para nao empobrecer sua natureza evangélica. Desde a Igreja-sacramento-e-servidora do Reino, o discípulo o perscruta nas grandes causas de nossos contemporâneos, em seus construtores anônimos e nas expressões eclesiais da teologia, da espiritualidade e da pastoral latino-americana. Discipulado e Reino de Deus não podem subsistir sem o outro. (LG,5).

Veja a seguir: O discípúlo missionário e a cultura.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

MODELOS DE CATEQUESE DE INICIAÇÃO CRISTÃ


Nas condições atuais do Continente e da Igreja latino-americana e caribenha, é imperativo uma profunda renovação e atualização da catequese que incorpore dimensões essenciais, por muito tempo esquecidas.

Não obstante a renovação nascida do Concílio Vaticano II e das Conferências Gerais do Episcopado Latino-Americano, os antigos modelos continuam; eles não foram suficientes para ini8car na vida cristã, pois focam sua atenção exclusivamente no doutrinal, no sacramental e no moral, de modesarticulado, e limitam a catequese à idade infantil.

Os modelos que hoje requeremos são chamados sobretudo a assumir: A PALAVRA DE DEUS, lida em comunidade, como princípio fundante de toda catequese; a LEITURA contínua dos sinais de Deus na história; a propor a catequese de caráter MISSIONÁRIO; a opção clara a favor de processos de iniciação para quem o necessite; a dar atenção à catequese de adultos como modelo de toda catequese; o emprego de linguagen que nossa geração entenda; a prioridade do anúncio do querigma que convida à conversão (cf.Mc 1,15); a celebração alegre da fé, unida ao testemunho; e a profética opção preferencial pelos pobres.(GS 1).

Tudo isto propiciará a renovação das pessoas e o renascimento de comunidades marcadas pela conversão como eixo central do itinerário cristão. Nas palavras da Conferência de Puebla, trata-se de desencadear um processo para formar homens e mulheres "comprometidos pessoalmente com Cristo, capazes de comungar e de participar no seio da Igreja e dedicados ao serviço salvífico do mundo".

( Veja depois: Discípulos de Jesus a serviço do Reino de Deus )

CRITÉRIOS PARA A CATEQUESE DE INICIAÇÃO CRISTÃ

A catequese de Iniciação Cristã, entendida como formadora de discípulos, procura ser um itinerário pedagógico que permite que se aprenda a viver conforme a fé cristã. Esta catequese processual procura integrar todas as dimensões da pessoa, atender suas buscas e necessidades, avançando através de sucessivas etapas de caminho espiritual; caminho sempre singular, segundo as pessoas e os grupos.

Para realizar esta catequese, é necessário levar em consideração os seguintes critérios básicos:

* Cuidar da formação humana e psicossocial do catequista e do catequizando.

* Privilegiar o uso da sagrada Escritura.

* Situá-la no contexto comunitário e no contexto social, econômico, político, cultural e religioso da sociedade contemporânea.

* Fundamentá-la no querigma.

* Favorecer a conversão em um processo por etapas.

* Valorizar a relação entre catequese e celebração, privilegiando os sacramentos da iniciação.

* Acompanhar a busca do sentido da vida.

* Assumir uma clara dimensão diaconal, missionária e vocacional.

* Tudo isso exige formar um novo catequista.

( Veja na próxima postagem - Modelos de catequese de Iniciação cristã )

O PROCESSO DA INICIAÇÃO CRISTÃ


A Iniciação Cristã tem no catecumenato antigo um princípio de inspiração e um modelo ainda vigente, sobretudo por seu caráter processual e integrador. Na pastoral atual, temos numerosas ações que são valiosas em si mesmas, mas não onseguem se articular em um processo claro que desemboque em uma profunda adesão ao Senhor por meio da conversão, nem possuem uma autêntica inserção na comunidade cristã. São muitos os cristãos que não são membros vivos da igreja, nem são autênticos discípulos do Senhor. Por isso, é necessário optar mais decididamente pela criação de processos de iniciação para formar discípulos; algo não suficientemente exercitado em nossa pastoral.

Desde o Concílio Vaticano II, o Magistério atual tem nos convidado reiteradas vezes a retomarmos a inspiração catecumenal, adaptando este processo às diferentes idades, ambientes, realidades sócio-religiosas e culturais para responder aos desafios de um novo discipulado hoje.

Os diferentes processos adaptados devem ter em comum certas etapas do processo evangelizador que levam as pessoas a uma crescente adesão ao Senhor Jesus na Igreja. Segundo o Diretório Geral da Catequese 47-48, essas etapas são: Testemunho - Querigma - catequese - Vida Comunitária - Sacramentos - Missão, que costumam ser articulados em etapas: etapa de ação missionária, etapa de ação catecumenal, etapa de ação pastoral e de presença no mundo.

É possível dizer três coisas desse processo:

- São etapas que devem se cumprir nessa ordem para que haja lógica no amadurecimento da fé que a Igreja promove com seus filhos.

- Estas etapas não aontecem necessariamente de um modo linear, nem são circunstâncias em um tempo preciso; caracterizam-se melhor por serem dinâmicas, processuais e circulares. como são muitos os batizados não convertidos, uma catequese missionária prévia é necessária.

- Essas etapas permitem a criatividade de numerosos métodos para que sejam realizadas.

( Veja na nova postagem os critérios para a catequese de Iniciação Cristã )

A INICIAÇÃO CRISTÃ




A Iniciação Cristã e os discípulo


A Iniciação Cristã é, acima de tudo, obra de Deus; Ele é quem toma a iniciativa de chamar gratuitamente à salvação; o Ritual de Iniciação cristã de Adultos e o Catecismo da Igreja Católica apresentam a Iniciação Cristã como participação na natureza divina (cf. 2Pd 1,4). Na pedagogia catequética entendemos por Iniciação Cristã o processo prolongado no tempo, no qual o convertido recebe a instrução evangélica e se exercita para adequar sua vida ao estilo do Evangelho em fidelidade à iniciativa divina. Neste processo ele se introduz na vida nova do Senhor Ressuscitado pelo batismo, pela confirmação e pela eucaristia na comunidade eclesial e também no mundo.

Hoje, uma catequese de Iniciação Cristã necessita aprofundar os gestos e os passos do caminho de Jesus (cf.Jo 14,6). Ele viveu em obediência à vontade do Pai (cf.Hb 10,7-10; Jo 4,34), em uma opção radical e absoluta chamada Reino de Deus. Portanto, em nossos processos catequéticos, necessitamos recuperar a centralidade do Jesus histórico, o Deus encarnado que se fez pobre e sofredor por amor a nós, dedicado totalmente a construir o Reino de Deus.

Para iniciar o itinerário da formação do discípulo, muitas vezes se faz necessário um novo anúncio. Este permitirá que o batizado experimente Jesus vivo como Senhor e Salvador de toda a vida e doador do Espirito Santo e aprofunde, mediante a catequese e os sacramentos de iniciação, o crescimento na fé que coloca o crente em comunhão com Cristo e o introduz à comunidade eclesial. Sem este processo, cai-se na simples transmissão de uma sã e ortodoxa doutrina, mas que não penetra verdadeiramente no coração do crente.

Isto expõe a necessidade de uma formação integral e processual do discípulo: que responda ao tempo que se vive a partir de uma expressão de fé adulta e comprometida; que redescubra o sentido festivo da liturgia com oportunas celebrações da Palavra na utilização adaptada dos ritos do catecumenato; que integre a pessoa progressivamente na comunidade da Igreja como lugar de acolhida, de crescimento e de amadurecimento da vida cristã a serviço da evanglização e da transformação do mundo.

Além de ser bom, a Iniciação Cristã é também resposta, acolhida e conversão. É uma resposta educada e acompanhada na comunidade, por meio da catequese.