O SENHOR TE CHAMA


"Gostaria de dizer àqueles e àquelas que se sentem longe de Deus e da Igreja, aos que têm medo ou aos indiferentes:
O Senhor também te chama para seres parte do seu povo, e o faz com grande respeito e amor!" EG, n.113.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

SACRAMENTO DA ORDEM - Papa Francisco

PAPA FRANCISCO
AUDIÊNCIA GERAL
Praça de São Pedro
Quarta-feira, 26 de Março de 2014


Estimados irmãos e irmãs
Já tivemos a ocasião de recordar que os três Sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Eucaristia, juntos, constituem o mistério da «iniciação cristã», um único e grande acontecimento de graça que nos regenera em Cristo. Esta é a vocação fundamental que irmana todos na Igreja, como discípulos do Senhor Jesus. Além disso, há dois Sacramentos que correspondem a duas vocações específicas: eles são o da Ordem e do Matrimônio. Eles constituem dois caminhos grandiosos através dos quais o cristão pode fazer da própria vida um dom de amor, a exemplo e no nome de Cristo, cooperando assim para a edificação da Igreja.
Cadenciada nos três graus de episcopado, presbiterado e diaconado, a Ordem é o Sacramento que habilita para o exercício do ministério, confiado pelo Senhor Jesus aos Apóstolos, de apascentar a sua grei, no poder do Espírito e segundo o seu coração. Apascentar o rebanho de Jesus não com o poder da força humana, nem com o próprio poder, mas com o poder do Espírito, e segundo o seu coração, o coração de Jesus, que é um coração de amor. O sacerdote, o bispo e o diácono devem apascentar a grei do Senhor com amor. Se não o fizerem com amor é inútil. E neste sentido, os ministros que são escolhidos e consagrados para este serviço prolongam no tempo a presença de Jesus, se o fizerem com o poder do Espírito Santo, em nome de Deus e com amor.

Um primeiro aspecto. Quem é ordenado é posto como chefe da comunidade. No entanto, é «chefe», mas para Jesus significa pôr a própria autoridade ao serviço, como Ele mesmo demonstrou e ensinou aos seus discípulos com estas palavras: «Vós sabeis que os chefes das nações as subjugam, e que os grandes as governam com autoridade. Não seja assim entre vós. Todo aquele que quiser tornar-se grande entre vós, seja vosso servo. E quem quiser tornar-se o primeiro entre vós, seja vosso escravo. Assim como o Filho do Homem veio, não para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos» (Mt 20, 25-28; Mc 10, 42-45). O bispo que não está ao serviço da comunidade não pratica o bem; o sacerdote, o presbítero que não está ao serviço da sua comunidade não faz bem, erra.

Outra característica que deriva sempre desta união sacramental com Cristo é o amor apaixonado pela Igreja. Pensemos naquele trecho da Carta aos Efésios, onde são Paulo diz que Cristo «amou a Igreja e se entregou por ela, para a santificar, purificando-a pela água do baptismo com a palavra, e para a apresentar a si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante» (5, 25-27). Em virtude da Ordem, o ministro dedica-se inteiramente à própria comunidade, amando-a com todo o seu coração: é a sua família. O bispo e o sacerdote amam a Igreja na sua comunidade, amam-na fortemente. Como? Como o próprio Cristo ama a Igreja. São Paulo dirá a mesma coisa acerca do matrimónio: o esposo ama a sua esposa como Cristo ama a Igreja. Trata-se de um grande mistério de amor: do ministério sacerdotal e do matrimónio, dois Sacramentos que constituem a vereda pela qual, habitualmente, as pessoas se encaminham rumo ao Senhor.

Um último aspecto. O apóstolo Paulo recomenda ao discípulo Timóteo que não descuide, aliás, que reavive sempre o seu dom. A dádiva que lhe foi confiada mediante a imposição das mãos (cf. 1 Tm 4, 14; 2 Tm 1, 6). Quando não se alimenta o ministério, o ministério do bispo, o ministério do sacerdote com a oração, com a escuta da Palavra de Deus e com a celebração quotidiana da Eucaristia, mas também com uma frequentação do Sacramento da Penitência, acaba-se inevitavelmente por perder de vista o sentido autêntico do próprio serviço e a alegria que deriva de uma profunda comunhão com Jesus.
O bispo que não reza, o prelado que não escuta a Palavra de Deus, que não celebra todos os dias, que não se confessa regularmente e, do mesmo modo, o sacerdote que não age assim, a longo prazo perdem a união com Jesus, adquirindo uma mediocridade que não é positiva para a Igreja. Por isso, devemos ajudar os bispos e os sacerdotes a rezar, a ouvir a Palavra de Deus, que é pão quotidiano, a celebrar todos os dias a Eucaristia e a confessar-se de maneira habitual. Isto é muito importante porque diz respeito precisamente à santificação dos bispos e dos presbíteros.

Gostaria de concluir com um pensamento que me vem à mente: mas como se deve fazer para ser sacerdote, onde se vende o acesso ao sacerdócio? Não, não se vende! Trata-se de uma iniciativa que o Senhor toma. É o Senhor que chama. E chama cada um daqueles que Ele deseja como presbíteros. Talvez aqui haja alguns jovens que sentiram no seu coração este apelo, o desejo de se tornar sacerdotes, a vontade de servir os outros em tudo aquilo que vem de Deus, o desejo de estar durante a vida inteira ao serviço para catequizar, baptizar, perdoar, celebrar a Eucaristia, curar os enfermos... e assim durante a vida inteira! Se algum de vós sentiu isto no seu coração, foi Jesus que o pôs ali. Esmerai-vos por este convite e rezai a fim de que ele prospere e dê frutos na Igreja inteira.

Saudações
Queridos amigos de língua portuguesa, que hoje tomais parte neste encontro: obrigado pela vossa presença e sobretudo pelas vossas orações! A todos saúdo, especialmente ao grupo de Brasília, encorajando-vos a apostar em ideais grandes de serviço, que engrandecem o coração e tornam fecundos os vossos talentos. Sobre vós e vossas famílias desça a Bênção do Senhor!
Dirijo uma sentida saudação aos irmãos e irmãs de expressão árabe, de modo especial aos provenientes da Jordânia e do Iraque: os ministros sagrados são homens para o povo, segundo o Evangelho. Oremos pelos bispos, sacerdotes e diáconos, a fim de que vivam fielmente na Igreja do Senhor esta sua vocação, ao serviço da humanidade, seguindo o exemplo do Bom Pastor, que lavou os pés aos seus discípulos e ofereceu a sua vida na Cruz, para a salvação do mundo. O Senhor abençoe todos os seus ministros, restituindo coragem a quantos se sentem desanimados!
Dirijo um pensamento especial aos jovens, aos doentes e aos recém-casados. Ontem pudemos celebrar a Solenidade da Anunciação do Senhor à Virgem Maria. Estimados jovens, particularmente vós escoteiros aqui presentes, sabei pôr-vos à escuta da vontade de Deus, a exemplo de Maria; amados doentes, não percais a coragem nos momentos mais difíceis, conscientes de que o Senhor não dá uma cruz superior às próprias forças; e vós, queridos recém-casados, edificai a vossa vida matrimonial na rocha sólida da Palavra de Deus.



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DOMINGO DE RAMOS Mateus 21,1-11 "Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor"

HOSANA AO FILHO DE DAVI! HOSANA AO FILHO DE DAVI! Bendito o que vem em nome do Senhor!
Com o Domingo de Ramos iniciamos a semana santa, recordando a entrada de Jesus em Jerusalém para celebrar a sua Páscoa.
Como o povo da Antiga Aliança, que durante a Festa das Tendas, levava ramos nas mãos, significando a esperança messiânica, renovamos hoje nossa adesão a Cristo, Senhor da história.
A leitura do evangelho de Mateus, capítulo 21, versículos de 1 a 11 (Mt 21,1-11) narra a entrada triunfal de Jesu em Jerusalém: "... Os discípulos trouxeram a jumenta e o jumentinho e puseram seus mantos em cima, e Jesus montou. A numerosa multidão estendeu seus mantos no chão, enquanto outros cortavam ramos de árvores e os espalhavam no caminho. As multidões na frente e atrás dele clamavam: Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus...".

O clima do Domingo de Ramos é de alegria. Jesus entra em Jerusalém debaixo de vivas, aplausos e rodeado de grande multidão.
Simbolizando vitória, a multidão carrega nas mãos ramos de palmeira. Todos querem fazer de Jesus um rei, para a tristeza de alguns fariseus, que se sentem incomodados com a grande aceitação de Jesus.

Jesus entra em Jerusalém montado em um jumentinho. O jumento simboliza a humildade e a mansidão. Os exércitos usavam cavalos, que simbolizavam a força. Jesus é o rei que serve humildemente. O povo que acompanha Jesus traz nas mãos palmas, simbolizando alegria e vitória.

Cumprindo sua missão salvadora, Jesus entra em Jerusalém. É a hora decisiva. Ele sabia que nesta cidade estavam os que queriam vê-lo morto. Jesus não retrocede e cumpre sua missão até o fim.

De seu gesto de doação e entrega por todos surge a vida plena com a salvação para o mundo inteiro. A atitude de Jesus é modelo que devemos imitar: é seguindo seus passos e percorrendo o seu caminho que somos de fato cristãos.

Nós vamos perceber também um grande contraste entre a leitura da entrada em Jerusalém e o Evangelho da missa. Este mostra a paixão de Jesus. O mesmo povo que aplaudiu Jesus foi manipulado por seus inimigos. E alguns dias depois grita e exige sua crucificação.

Vamos procurar meditar sobre a nossa vida, a razão de estarmos neste mundo, se a nossa vida realmente está comprometida com a mensagem de Jesus.
Com folhas nas mãos, o povo de Jerusalém saúda alegremente Jesus, à medida que ele entra na cidade. Além de Jesus, outro personagem é o jumentinho, que se tornou figura na história (sinal de pobreza e humildade aos seus discípulos e sua Igreja), está ligado para sempre a Jesus na entrada e aclamação em Jerusalém.

É um momento muito forte e propício para meditarmos sobre a nossa vida.
ORAÇÃO:
Ó Deus, com ramos de oliveira, crianças e pobres aclamaram Jesus ao entrar na cidade santa. Abençoa nossas famílias e dá-nos a graça de frutificarmos em obras de justiça e paz. Amém!

PARA REFLETIR:
Jesus escolhe um animal simples para sua entrada em Jerusalém; sem beleza aparente, mas de grande força. O evangelho nos convida a meditar sobre a posição que tomamos diante do plano da salvação. Será que buscamos somente a beleza, as coisas exteriores, e nos tornamos fracos espiritualmente ou nos deixamos ser usados por Jesus naquilo que é realmente necessário para que o seu Reino possa crescer?
Fontes: Bíblia de Jerusalém; Diário Bíblico; Evangelho Dominical.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

quarta-feira, 2 de abril de 2014

EVANGELHO Jo 11,1-45 (5º Domingo da Quaresma)

Estamos no final da primeira parte do Evangelho de João (caps. 1 a 12). A hora de Jesus se inicia a partir do capítulo 13: 
É chegada a hora para o Filho do Homem ser glorificado.

Em verdade, em verdade vos digo, se o grão de trigo caído na terra não morrer, fica só; se morrer, produzirá muitos frutos.
O relato da ressurreição de Lázaro é um sinal que proclama Jesus como a Ressurreição e a Vida. Quem nele crê tem a vida autêntica: se está morto ressuscita, se está vivo nunca morrerá. 
O encontro de Jesus com Lázaro é o milagre e o espelho do encontro de Jesus com os homens e com as mulheres: pela fé em Jesus a vida do homem e da mulher torna-se autêntica, abrindo-se para  de um amigo e diante de sua própria a vida de Deus.
Lázaro é a figura de todos nós e de nossa situação. Jesus está diante da morte de um amigo e diante de sua própria morte. 
Jesus se entristece, chora e reage, revelando-nos a força de Deus, que estava nele, para beneficiar a todos nós.
As três pessoas: Lázaro, Marta e Maria - são a própria humanidade envolta em situações de morte.
A doença dele é a doença do mundo, suas amarras são as amarras de todas as pessoas impossibilitadas de andar e viver.
Jesus ressuscita Lázaro não apenas por uma questão de amizade, mas para mostrar que a vitória sobre a morte faz parte do plano salvífico do Pai.
Jesus é o instrumento dessa vontade do Pai.
Quem nele crê participa já de sua Vida e de sua Ressurreição.
Para Jesus, a morte não é o fim. Há dois modos de ver a morte: um representado por Maria e Marta e o outro por Jesus. Para elas a morte é uma barreira insuportável, intransponível.
Para Jesus se assemelha a um sono, do qual será fácil despertar.
A finalidade do milagre é revelar algo de Jesus: que "Ele é a Ressurreição e a Vida".

PAPA REFLETIR:
Quantos de nós estamos "mortos" para a vida. Sem perspectivas, sem projetos, sem sonhos...
Mas Jesus insiste em nos dar a vida. Estamos nós dispostos a recebê-la?
fonte: 5º Domingo da Quaresma - 06.04.2014 - DB - Ed.AM.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Evangelho Jo 9, 1.6-9.13-17.34-38 (4º Domingo da Quaresma)

Jesus abre os olhos ao cego de nascença, pelas águas de Siloé.
Jesus cura um cego, mas a cura só é completa na profissão de fé:
é preciso ver Deus em Jesus Cristo.

O evangelho narra:
1) a cura (9,1-7);
2) o amadurecimento da fé no confronto com a incredulidade e a repressão (9,8-34);
3) a autorevelação de Cristo, como resposta à busca do cego, e a profissão de fé deste (9,35-39).
A autorevelação de Cristo é: "Eu sou a luz do mundo" (cf. 8,12). O cego vê esta luz e torna-se "filho da luz" (cf. 12,36).

Os fariseus dizem que vêem, mas se recusam a ver a luz que veio ao mundo: eles são os verdadeiros cegos. Assim, a luz se transforma, para eles em julgamento e condenação. Eles não querem fazer o que faz o cego: adorar a Deus em Jesus Cristo.

Jesus "unge" os olhos do cego de nascença. (Para a catequese, o fato de ele ser cego de nascença faz pensar no pecado original: uma cegueira que acompanha a vida da gente). Depois de ter untado os olhos do cego, Jesus manda-o lavar-se (o "banho da regeneração"!) no " Siloé, que quer dizer Enviado" (a piscina de Siloé é uma  da luz figura de Cristo). Então, ele recebe a luz dos olhos. O batismo é aqui evocado como unção e iluminação.

O sentido profundo disso tudo é que o batizado deve ser uma testemunha da luz que recebeu. O cego de nascença nos dá o exemplo: ele testemunha o Cristo, com convicção e firmeza sempre crescentes. O batizado é um homem da luz ("filho da luz"), alguém que enxerga com clareza, e que anda na luz. Pois a luz não é só para ser contemplada, mas para caminharmos nela, realizando as obras que ela nos permite enxergar e levar a termo.
"Outrora éreis trevas, mas agora sois luz do Senhor... Desperta, tu que andas dormindo, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará."

REFLEXÃO:
Como é que se realiza este testemunho cristão hoje?
Quais são as grandes cegueiras que devem ser iluminadas?
Vamos assumir o nosso testemunho, mesmo para aqueles que não querem ver.
fonte: Lit.domin. Ed Vozes.Konnings.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Homilia do 3o. Domingo da Quaresma – Beber água do poço - CATEQUESE E BÍBLIA

A água é um elemento vital para o ser humano, assim como a comida. Quando Jesus utiliza estas imagens, comunica-nos algo muito além do visível, do palpável. O mais importante não é o pão de trigo ou a água do poço, mas o alimento e a bebida da vida eterna. A água é o sentido da vida, é a graça divina, o dom da salvação, o Espírito...
O Senhor nos deseja dar da água viva, mas nem sempre estamos abertos para receber este dom. Somos resistentes. No AT, o povo quer voltar para trás, duvida do êxodo, deixa morrer a esperança no Deus que salva, pois percebe que o deserto é árido. A consequência é a murmuração. Hoje também murmuramos diante das circunstâncias, deixamos a fé e a esperança morrer, com facilidade. Deus, por sua vez, convida-nos a arriscar. A samaritana também manifesta sua descrença: “é você que me dará de beber?” Deus nos concede a água viva como um dom genuíno. Mesmo diante de nossas resistências e murmurações, Ele quer nos saciar. Mas fica o alerta: sem o consentimento humano, a graça não pode acontecer.
O Evangelho deste domingo revela muitas riquezas. Apresenta um encontro entre Jesus e uma mulher samaritana. Primeiramente, observamos que se trata de um encontro que acontece no cotidiano da vida. Estavam à beira de um poço para beber água. Jesus se manifesta no comum da vida. Para encontrar o Senhor, não podemos ficar preso às regras, ao lugar correto para o culto, aos preconceitos em relação à mulher ou ao estrangeiro. É preciso assumir o verdadeiro culto “em espírito e verdade”, superando os ritualismos vazios.
A samaritana fez um conhecimento gradual de Jesus: considerado inicialmente como um desconhecido, passa a judeu inimigo, depois um homem desconcertante, mais tarde um profeta e, por fim, o Messias. Somos convidados a avançar no conhecimento do Senhor, acolhendo o dom da água viva. Não o conhecemos de uma vez só, mas ao longo de toda a nossa existência, por um processo de conversão constante.
O encontro transforma a vida da pessoa. A samaritana não seria a mesma depois do diálogo com Jesus. Quando encontramos o Senhor, a nossa vida ganha novo sentido, passa a ser uma nova vida, somos “nova criatura”. O encontro afetivo proporciona uma nova visão do mundo, da realidade... O encontro também leva à missão, por isso, a samaritana se vê impelida a ir ao encontro dos demais para proclamar que ela viu o Messias. Quem encontra o Senhor não o guarda para si, não se satisfaz com algumas experiências de satisfação espiritual, não se contenta com a prática de ritos. O encontro necessariamente nos leva à adesão do seu Reino, da missão. Quem encontrou o Senhor, deseja, sem proselitismos, fazer com que outros também o encontrem.
Junto com os catecúmenos que se preparam para os sacramentos da iniciação, recebemos o convite para escrutinar nosso coração, ou seja, olhar para dentro de si mesmo à luz do projeto divino, percebendo se estamos vivendo de acordo com a proposta do Evangelho: acolhemos a água viva e deixamos de lado as resistências? O nosso encontro com o Cristo é profundo e verdadeiro? Somos conduzidos à missão?
Quem tiver sede, venha a mim e beba. Do seu interior brotará fontes de água viva!

Pe. Roberto Nentwig
Em Catequese e Bíblia.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Evangelho Jo 4,5-42 - JESUS E A SAMARITANA - 3º Domingo da Quaresma

Jesus e a Samaritana, S.Petersburg Autor: Vitor Toniolo
A temática da água, transforma-se em um fio condutor com que se descreve o itinerário do homem, desde sua sede até a fonte que contém água viva, a Vida.
A finalidade desse texto é quebrar as barreiras que impedem os homens de se relacionarem. Essas barreiras podem ser de ordem religiosa, política e econômica ou de qualquer outra ordem.

A samaritana somos todos nós, sedentos em busca da fonte de onde podemos "tirar água". Ela conhece o dom de Deus, acolhe a água viva, tem fé em Jesus, tem o amor de Deus derramado em seu coração na medida em que passa por uma transformação e conversão profunda.
Do diálogo de Jesus com a samaritana, brotam afirmações básicas para quem quer segui-lo de perto:

a) Jesus é novidade absoluta. Não veio apenas para aperfeiçoar ou corrigir o que existia, mas proclamar o início de uma relação nova e profunda entre Deus e o homem;

b) Jesus traz a verdade, isto é, a realidade anunciada por essa figura. O culto autêntico e definitivo revela-se na pessoa de Jesus;

c) o primeiro passo da fé é reconhecer a superioridade de Jesus sobre leis, patriarcas e profetas de ontem e de hoje.

Essa presença de Jesus perto do homem é viva e até incômoda, porque ele questiona a vida humana e não permite que o homem pergunte por Deus sem se interrogar sobre o próprio modo de viver.

A samaritana optou pelo dom de Deus, pela vida, experiência que a marcou a ponto de transformá-la em testemunha e missionária dessa mesma vida junto de seus concidadãos.

Para refletir:
Jesus não tem distinção de pessoas. Ama e serve a todos. Não é fácil amar os inimigos, mas o Evangelho nos pede. Como me comporto diante daqueles que me são de difícil convivência?

Salmo 94(95),8 - Vinde, manifestemos nossa alegria no Senhor, aclamemos o rochedo de nossa salvação.
Fonte: Diário Bíblico 2014. Ed.AM.